A saga continua…

As primeiras famílias no Zabelê formaram-se a partir dos primeiros colonizadores que chegaram à região no final do século XIX. Esses pioneiros, em sua maioria agricultores, caçadores e extrativistas da maniçoba, estabeleceram-se em áreas férteis, criando as bases para o desenvolvimento local. A genealogia das famílias antigas do Zabelê tem suas raízes em poucos sobrenomes, a maioria descendentes dos irmãos João Bernardo que eram descendentes do velho Vitorino Dias Paes Landim, com o passar das gerações, se multiplicaram e se entrelaçaram por meio de casamentos e alianças, consolidando uma comunidade forte e unida.

O crescimento populacional era lento e por causa das secas que de tempos em tempos assolava a região , muitas dessas famílias começaram a se dispersar em busca de novas oportunidades. Nas décadas de 60 em diante, houve um movimento significativo de migração para outros estados brasileiros, como São Paulo, Pará, Brasilia, Paraná, Goiás e Miinas Gerais onde buscaram emprego nas indústrias e comércios em expansão. Essa dispersão contribuiu para que os descendentes das primeiras famílias do Zabelê mantivessem suas tradições culturais, mesmo vivendo longe de sua terra natal.

Atualmente, as gerações presentes das famílias originárias do Zabelê estão espalhadas por todo o Brasil, mantendo viva a história e os valores transmitidos pelos antepassados. Muitos de tempos em tempos voltam para fortalecer os laços familiares e preservar a memória das origens, demonstrando o orgulho de suas raízes e a continuidade de uma história construída com dedicação e coragem ao longo dos tempos.